O Brasil segue na liderança isolada do ranking das maiores taxas de juros reais do planeta, conforme levantamento recente realizado pelas consultorias MoneYou e Lev Intelligence. O cenário se consolidou após a decisão de manter a Taxa Selic estabelecida em 13,75% ao ano, refletindo diretamente no custo de vida e na economia nacional.
O que aconteceu
Com a inflação acumulada descontada no período de doze meses, os juros reais no país alcançam o patamar de 9,49%. Esse índice coloca o território brasileiro à frente de outras 40 nações monitoradas pelo estudo, superando economias como a da Turquia, que ocupa o segundo lugar com 7,77%, além de Argentina, Rússia e Colômbia.
Especialistas ouvidos no levantamento apontam que a condução fiscal e o patamar elevado da dívida pública na comparação com o Produto Interno Bruto influenciam diretamente esse resultado. Além disso, fatores como a baixa potência de parte do crédito direcionado e questões ligadas à segurança jurídica e previsibilidade de contratos elevam o risco e os custos para quem precisa tomar empréstimos no mercado financeiro.
No panorama global das taxas nominais, sem o desconto da inflação, o Brasil figura na quarta posição mundial, atrás apenas de Turquia, Argentina e Rússia. O estudo também mapeou dez países que registraram taxas de juro real negativas, onde a inflação supera a taxa básica nominal, provocando perda no poder de compra dos investimentos em renda fixa.







