O primeiro viaduto interno de Guarulhos deixou a fase de fundações e passou à montagem da estrutura que receberá o tráfego. A Secretaria de Infraestrutura Urbana (Siurb) iniciou a segunda etapa da obra com o lançamento de 12 vigas longarinas pré-moldadas de concreto, cada uma com cerca de 17 toneladas, em operação realizada na madrugada desta quarta-feira (5) com aproximadamente 70 profissionais. Mais três peças estavam previstas para a noite.

Engenharia da obra

As longarinas são o elemento que sustenta a laje sobre a qual os veículos passarão. O içamento foi feito peça a peça, com posicionamento sobre suportes emborrachados encarregados de absorver a carga do tráfego e alinhamento rigoroso da estrutura.

A etapa anterior tratou do solo. Foi aplicada a tecnologia Deep Soil Mixing — Mistura de Solo em Profundidade —, que mistura o solo natural a agentes cimentares para formar colunas que elevam a resistência e reduzem a deformabilidade do terreno sem exigir a remoção de grandes volumes de material. Sobre essa base foram executados os blocos de fundação e os pilares.

Cronograma e impacto viário

Depois de concluídas as vigas, o cronograma prevê o aterro estruturado, que conectará o viaduto ao restante da via, seguido por pavimentação, drenagem e sinalização.

A intervenção começou em 16 de março e resultará em uma estrutura de 17 metros de extensão. A ligação será direta entre a avenida Natália Zarif — a Marginal Baquirivu — e a pista local da Rodovia Presidente Dutra, no sentido São Paulo. O trecho parte da alça com a avenida Monteiro Lobato e cruza por cima do acesso hoje utilizado por motoristas que seguem para a Rodovia Hélio Smidt.

Na prática, a nova via dispensa o desvio pela ligação entre a Rodovia Ayrton Senna e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, com efeito esperado sobre os congestionamentos no entorno da Hélio Smidt. Taboão, São João, Cecap, Vila Barros e Bananal aparecem entre os bairros diretamente impactados, num universo estimado em 300 mil pessoas.