As delegacias e estruturas especializadas no atendimento ao público feminino da Polícia Civil espalhadas pelo país contabilizaram 782.474 registros ao longo de 2025. O balanço abrange uma gama extensa de ocorrências graves, incluindo episódios de ameaça, lesão corporal, injúria, importunação sexual, estupro e casos consumados ou tentados de feminicídio.
Repetição na busca por auxílio
Do total de registros computados no período, o sistema identificou 329.451 vítimas atendidas. A discrepância entre o volume de pessoas e o total de procedimentos reforça uma dinâmica recorrente na rede de proteção: a necessidade de retornos frequentes às unidades policiais para o andamento das investigações e medidas protetivas.
Raio-x da segurança pública
Os números foram tornados públicos na última sexta-feira, dia 7, por meio do 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres. O material foi editado e publicado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O levantamento estatístico veio a público em meio ao marco temporal que celebra duas décadas de vigência da Lei Maria da Penha. Para compor o cenário nacional, o relatório conseguiu compilar informações repassadas por 530 unidades, de um total de 585 estruturas voltadas a esse tipo de serviço em todo o território brasileiro.







