Moradores de Guarulhos que utilizam crédito rotativo ou enfrentam dificuldades financeiras devem redobrar a atenção para o orçamento doméstico. Dados nacionais divulgados recentemente indicam um crescimento expressivo no número de pessoas em situação de endividamento crítico, exigindo cautela na contratação de novos empréstimos e no uso de cartões de crédito.
O que aconteceu
O contingente de brasileiros em situação de endividamento de risco chegou a 20,3 milhões em junho de 2026. O montante representa 17% de todos os devedores registrados no Sistema Financeiro Nacional. Conforme o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central, o indicador apresentou um avanço de 75% no comparativo de cinco anos, medido entre junho de 2021 e junho de 2026.
Para definir o patamar de risco, o Banco Central aplica quatro critérios fundamentais: atraso superior a 90 dias no pagamento de parcelas, comprometimento de mais de 50% da renda mensal com compromissos financeiros, utilização simultânea de modalidades como cheque especial, crédito pessoal sem consignación e rotativo, além de renda remanescente abaixo da linha de pobreza após a quitação das dívidas.
O documento aponta ainda que o comprometimento da renda com o cartão de crédito cresceu em todas as faixas salariais. Entre os cidadãos que recebem até dois salários mínimos, o comprometimento total da renda atingiu 42% em junho de 2026.
Medidas de contenção
Diante do cenário, a presidência do Banco Central anunciou a intenção de implementar novas diretrizes para coibir ofertas agressivas de crédito ainda no decorrer deste ano. As ações planejadas devem focar especialmente na proteção de consumidores que recorrem ao crédito rotativo ou que já acumulam atrasos expressivos nos pagamentos.







