Moradores de áreas vulneráveis precisam redobrar a atenção para a necessidade de adotar uma cultura de prevenção contra eventos climáticos extremos. A discussão ganha destaque no cenário nacional com o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para alertar sobre a urgência de mitigar danos causados por intempéries.
O que aconteceu
Especialistas em conservação da natureza e adaptação climática apontam que o país ainda adota uma postura reativa, lidando com episódios de grande impacto como se fossem surpresas, apesar da previsibilidade e recorrência desses eventos. De acordo com levantamentos apresentados por profissionais da área, os gastos públicos nas esferas federal, estadual e municipal com ações de resposta e reconstrução superam em mais de três vezes os montantes aplicados em medidas preventivas.
Entre as principais recomendações para reverter esse cenário estão o monitoramento constante de zonas de risco, melhorias em sistemas de drenagem, obras de contenção de encostas, ampliação da arborização urbana e recuperação de ecossistemas degradados. Especialistas também destacam a necessidade de aprimorar os avisos emitidos à população e de preparar serviços essenciais, como hospitais, redes de energia, estradas e abastecimento de água, para operar durante condições severas.
A estratégia de adaptação exige articulação contínua entre diferentes instâncias governamentais, setores econômicos e a sociedade civil, integrando áreas como saúde, meio ambiente, educação, infraestrutura e agropecuária. O uso de soluções baseadas na natureza, como a preservação de rios e nascentes, a criação de parques e o aumento de superfícies permeáveis, é apontado como um recurso eficaz para conter a erosão, estabilizar encostas e mitigar os impactos de chuvas intensas e temperaturas elevadas.







