Mata seca, umidade baixa e vento forte formam a combinação mais perigosa do ano para quem dirige. Com a estiagem, sobe o risco de incêndio nas áreas de vegetação que margeiam as rodovias da Grande São Paulo — inclusive nas vias usadas todos os dias por motoristas de Guarulhos.
O fogo se espalha rápido nessas condições e a fumaça fecha a pista em minutos. Por isso as autoridades pedem atenção redobrada ao volante e ação imediata de quem avistar um foco.
Nove em cada dez incêndios têm mão humana
A Defesa Civil do Estado de São Paulo calcula que a ação humana esteja por trás de cerca de 90% dos incêndios florestais. Descuido e atos intencionais entram na mesma conta: bituca de cigarro jogada pela janela, lixo queimado na beira da estrada e fogo usado em área rural são os gatilhos mais comuns.
O estrago não fica só no meio ambiente. A fumaça fecha a visibilidade e eleva o risco de acidente. O calor das chamas, por sua vez, destrói placas de sinalização, danifica o asfalto e chega a comprometer sistemas de comunicação e de energia elétrica ao longo da via.
Encontrou fumaça na pista? Faça assim
A primeira medida é tirar o pé: reduza a velocidade aos poucos e mantenha o farol baixo aceso, o que melhora a leitura do cenário e faz o carro ser enxergado pelos demais. Em seguida, feche os vidros e acione a recirculação de ar para não inalar fumaça.
Aumente a distância em relação ao veículo da frente e evite freadas bruscas, que provocam colisão em série. Em nenhuma hipótese pare no acostamento ou sobre a faixa de rolamento em trecho de visibilidade reduzida. Se a fumaça ficar densa demais, procure um lugar seguro para parar — posto de serviços ou base operacional —, sempre longe do foco.
Para quem ligar
Avisar rápido é o que permite conter a queimada. O 193 é do Corpo de Bombeiros; o 199, da Defesa Civil. As concessionárias mantêm centrais 0800 para registrar ocorrências, fumaça e incêndio incluídos. Nas vias administradas pelo DER-SP, o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo, informações e denúncias vão pelo 0800 055 5510.
Há ainda o portal ccm.artesp.sp.gov.br/rodovias/ocorrencias, mantido pela Artesp — Agência de Transporte do Estado de São Paulo. Ele traz dados atualizados de condições e de ocorrências nas rodovias concedidas, o que ajuda a planejar a rota antes de sair de casa.
Animais fogem do fogo e vão para o asfalto
A fauna silvestre paga caro nesses episódios. Fugindo das chamas, os animais atravessam as pistas e o número de atropelamentos cresce. A orientação da SEMIL — Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística — é acionar a concessionária ou o órgão responsável pela via sempre que houver atropelamento ou encontro de bicho ferido, para que o resgate seja providenciado.
Trechos com maior incidência de animais recebem sinalização específica, e algumas rodovias já receberam passagens de fauna, que permitem a travessia em segurança. A Artesp também levou mensagens de alerta e telefones de denúncia sobre queimadas a 370 Painéis de Mensagens Variáveis instalados nas 24 rodovias concedidas do Estado.







