O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou inflação de 0,82% em setembro de 2026, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na base de comparação anual, a alta acumulada atingiu 4,58%.
O que aconteceu
O resultado veio acima das expectativas do mercado financeiro. Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva no período. O setor de habitação registrou a maior alta e o maior impacto, com variação de 2,31% e 0,35 ponto percentual, seguido por transportes (0,89%) e alimentação e bebidas (0,83%).
A energia elétrica residencial foi o principal destaque individual de impacto no índice do mês, com alta de 7,98%. O aumento ocorreu devido ao fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas de agosto. Além disso, permanece em vigor a bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, somando-se a reajustes tarifários aplicados em diferentes capitais do país.
No grupo de transportes (0,89%), pesaram a alta de 9,66% nas passagens aéreas e a variação positiva de 1,41% nos combustíveis, com elevação nos preços do etanol (3,16%), óleo diesel (1,69%), gasolina (1,21%) e gás veicular (0,10%). O subitem táxi registrou alta de 0,20%, considerando reajuste tarifário em Belo Horizonte.
O setor de alimentação e bebidas avançou 0,83% em setembro, interrompendo uma sequência de três recuos consecutivos. A alimentação no domicílio subiu 0,96%, impulsionada por aumentos expressivos em itens como tomate (37,76%), batata-inglesa (24,07%), cebola (10,14%), arroz (4,56%) e carnes (0,63%). Por outro lado, registraram quedas o frango inteiro (-1,96%), o frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%). A alimentação fora do domicílio passou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro.
Em âmbito regional, a maior variação do índice ocorreu em Vitória (1,08%), influenciada pelas altas na energia elétrica residencial e no tomate. A menor variação foi registrada em Rio Branco (0,53%), puxada pelos recuos nas passagens aéreas e no ovo de galinha.







