O surfe brasileiro teve momentos de pura adrenalina na disputa da etapa de Fiji da World Surf League. Um dos principais nomes da modalidade no país garantiu o segundo lugar no pódio após uma decisão emocionante contra o atleta dos Estados Unidos, Cole Houshmand, em uma bateria que exigiu nervos de aço do público e dos competidores.

Virada espetacular e nota máxima

A cinco minutos do encerramento da disputa decisiva, o cenário parecia definido, exigindo uma nota altíssima de 9.66 do brasileiro para reverter o placar adverso. Demonstrando toda a sua técnica e histórico vitorioso, o tricampeão mundial encaixou uma manobra perfeita em uma onda impecável, arrancando dos juízes a nota 10.

Apesar do feito histórico, o adversário norte-americano conseguiu responder com uma nota 8.37 em sua última onda, fechando o somatório final em 16.87 pontos. O brasileiro encerrou a bateria com 15.17 pontos, ficando com o posto de vice-campeão da etapa realizada nas ilhas do Pacífico.

Avanço no ranking da temporada

O resultado expressivo na água rendeu frutos importantes na tabela geral da competição. Com o vice-campeonato conquistado em território fijiano, o representante do Brasil conseguiu ganhar uma posição, saltando do quinto para o quarto lugar no ranking da atual temporada da liga mundial.

Para chegar até a finalíssima, o surfista brasileiro precisou superar baterias duríssimas nas fases anteriores. Ele eliminou o francês Kauli Vasst e, na sequência, bateu o norte-americano Griffin Colapinto, embalando rumo à decisão.

Desempenho nacional e categoria feminina

A delegação brasileira iniciou a disputa na etapa com cinco representantes na chave masculina. Além da campanha de destaque do vice-campeão, Yago Dora também teve bom desempenho e chegou até as quartas de final.

Por outro lado, outros nomes conhecidos acabaram ficando pelo caminho mais cedo. O líder da temporada, Ítalo Ferreira, foi superado ainda nas oitavas de final, mesmo destino dos irmãos Samuel Pupo e Miguel Pupo.

Já na categoria feminina, o troféu de campeã ficou com a canadense Erin Brooks. A definição do título veio após a desistência de sua adversária na final, a australiana Isabela Nichols, que acabou sofrendo uma lesão e não pôde competir.