A menos de um mês para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, agendado para os dias 8 e 15 de novembro, estudantes intensificam a preparação para a prova escrita. Em meio à expectativa sobre o assunto que será exigido, especialistas em educação destacam que tentar adivinhar a proposta é uma conduta arriscada para os candidatos.

O que aconteceu

A orientação direcionada aos participantes é compreender os grandes eixos temáticos que costumam guiar as avaliações, em vez de memorizar possíveis temas isolados. Especialistas na área apontam que o mapeamento de assuntos recorrentes serve como diretriz para a construção de argumentos consistentes aplicáveis a diferentes contextos sociais.

É imprescindível ir na contramão da lógica de adivinhar o tema. O ideal é mapear os eixos que vêm se repetindo e usar a própria lógica interna do exame como bússola de direcionamento.

Entre os tópicos destacados para a revisão na reta final estão a inclusão de pessoas com deficiência e neurodivergentes, o racismo ambiental, os impactos da saúde mental associada à hiperconectividade, a inteligência artificial no mercado de trabalho, a uberização e os direitos trabalhistas, além da valorização da cultura brasileira.

Critérios de avaliação e estrutura

A redação do exame é avaliada em cinco competências distintas, cada uma somando até 200 pontos. Os critérios envolvem o domínio da norma-padrão da língua escrita, a compreensão do tema, a organização dos argumentos, a coesão textual e a elaboração de uma proposta de intervenção alinhada aos direitos humanos.

A redação nota 1000 nasce antes da primeira linha escrita. O aluno precisa montar um projeto de texto consistente, definindo a tese e os dois argumentos que vai desenvolver. Quem começa a escrever sem saber onde vai terminar costuma perder coerência e consistência pelo caminho.

A estrutura recomendada divide o texto em quatro blocos: introdução com a apresentação da tese, dois parágrafos de desenvolvimento com fundamentação e repertório sociocultural pertinente, e a conclusão contendo a proposta de intervenção.

Erros mais comuns e recomendações

Falhas frequentes que comprometem a nota incluem a abordagem genérica do tema, o uso de referências desconectadas da argumentação e a ausência de elementos obrigatórios na conclusão, como o agente, a ação, o meio, a finalidade e o detalhamento. A recomendação para o período final de estudos é a produção de um texto por semana sob tempo cronometrado, permitindo a simulação do ambiente de prova e a revisão de falhas recorrentes.