A concessionária Trivia Trens retomou nesta segunda-feira (26) a operação da Linha 13-Jade e do Expresso Aeroporto, após um período de aproximadamente três meses de afastamento determinado pela Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo). O serviço foi reiniciado às 4h, contando com o acompanhamento da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e seguindo o cronograma estabelecido pelo órgão regulador.
O que aconteceu
O afastamento da empresa havia sido determinado no dia 24 de julho, após a ocorrência de falhas operacionais no sistema ferroviário, incluindo um incidente que provocou um incêndio em um trem. Evidências fotográficas apontaram um curto-circuito no pantógrafo, componente responsável pela captação de energia da rede aérea, o que gerou fogo e afetou os sistemas de sinalização e energia, prejudicando também a circulação das linhas 11-Coral e 12-Safira. As causas exatas do incidente continuam sob investigação.
A retomada ocorre após 20 dias de atuação conjunta entre a concessionária e a CPTM, que acompanhou as atividades operacionais, a manutenção dos trens e o atendimento aos passageiros. Segundo a Artesp, a avaliação desse período indicou que a empresa reúne condições para reassumir os serviços da Linha 13-Jade. Também nesta segunda-feira, tem início a retomada gradual das operações nas linhas 11-Coral e 12-Safira, onde a CPTM manterá supervisão presencial e em tempo integral até 25 de novembro, com fiscalização da agência reguladora.
Investimentos e investigações
Durante o período de afastamento, a empresa informou ter intensificado as capacitações dos funcionários, ultrapassando 4 mil horas de treinamento, além de revisar procedimentos operacionais e aprimorar protocolos de emergência, evacuação e comunicação. A concessionária também antecipou para 2027 a revisão e substituição completa do sistema de energia danificado por eventos climáticos e anunciou planos de instalar câmeras de segurança a cada 250 metros para combater furtos de cabos e vandalismo, além de projetos que somam investimentos superiores a R$ 14 bilhões.
A Artesp mantém duas frentes de investigação sobre o caso: um processo sancionador que resultou no afastamento cautelar e uma apuração conduzida pela Copese (Comissão Permanente de Segurança) para identificar as causas técnicas do incidente de julho.







