Moradores da região metropolitana que acompanham o cenário estadual devem estar atentos às iniciativas voltadas para a inserção profissional de migrantes e refugiados. Uma recente mobilização realizada no centro da cidade de São Paulo reuniu dezenas de pessoas em busca de oportunidades no mercado de trabalho e capacitação profissional.
O que aconteceu
O evento batizado de Conexões que Transformam prestou atendimento a 136 participantes procedentes de 23 países diferentes, com destaque para cidadãos da Venezuela, do Congo e do Haiti. Entre os presentes estavam um homem de 65 anos e sua cônjuge de 64 anos, que migraram da Venezuela para o território brasileiro há um ano em busca de novas perspectivas de sustento e reestruturação familiar.
A programação incluiu oficinas voltadas para a empregabilidade e o empreendedorismo, além de assistência direta na regularização de documentos e na oferta de postos de trabalho. A execução do projeto foi organizada pelo Grupo Mulheres do Brasil, Konecta Brasil e Konecta Foundation, tendo como local de realização a Aliança Brasil Cidadã.
Dados apresentados por uma representante da Acnur indicam que mais de um milhão de pessoas em situação de refúgio ou necessidade de proteção internacional residem no país. O público enfrenta obstáculos cotidianos severos, como a barreira linguística, a ausência de uma rede de apoio estruturada e percalços burocráticos para a validação de diplomas obtidos no exterior. A mobilização paulista atuou diretamente na revisão de currículos e na preparação dos trabalhadores.
O que fazer
Aqueles que não conseguiram comparecer à iniciativa presencial e buscam inserção profissional dispõem de alternativas oficiais de suporte. Os interessados podem recorrer à plataforma Help, mantida pela Acnur, ou buscar a instituição Aliança Brasil Cidadã, que disponibiliza cursos voltados para a capacitação no mercado de trabalho.







