A vacinação continua sendo a principal barreira de proteção contra o sarampo, considerado uma das doenças mais contagiosas do mundo. O alerta foi emitido neste sábado (17), data que marca o Dia Nacional de Vacinação, por autoridades de saúde que destacam a alta capacidade de transmissão do vírus.
O que aconteceu
De acordo com as informações divulgadas, o vírus do sarampo possui duas características principais que facilitam a sua propagação. A primeira é que a transmissão ocorre antes mesmo do surgimento dos sintomas, o que dificulta o reconhecimento precoce e o isolamento dos casos. A segunda é a capacidade do vírus de permanecer em suspensão no ar por horas através de aerossóis, permitindo a contaminação mesmo sem contato direto com o infectado.
Aquele que está doente ao falar, ao espirrar, ele elimina o vírus, esse vírus fica em suspensão em partículas muito pequenas, que a gente chama de aerossóis, por horas, às vezes, no ambiente.
Até o momento, o Ministério da Saúde registrou 61 casos de sarampo no Brasil. Todos os episódios confirmados são importados, ou seja, contraídos fora do território nacional, afetando majoritariamente pessoas que não estavam imunizadas. Além disso, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a transmissão da doença em países das Américas atingiu o maior patamar em mais de duas décadas neste ano.
Especialistas apontam que cerca de 90% dos casos registrados no mundo e no Brasil ocorrem em pessoas que não tomaram a vacina. Entre as complicações mais frequentes da doença estão pneumonia, otites, diarreia intensa, desidratação e, em casos raros, encefalite. Crianças menores de 2 anos representam cerca de 60% dos casos, sendo frequentemente contaminadas por adultos não imunizados.
Como se proteger
A principal recomendação para conter o avanço do vírus é manter a caderneta de vacinação atualizada. Quem estiver com doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para receber a imunização, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações.
Adultos que não têm certeza se foram vacinados na infância também devem buscar orientação médica. Caso apresente sintomas como febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente e evitar contato com outras pessoas, especialmente bebês e gestantes, para impedir a ampliação da cadeia de transmissão.
A gente precisa uma cobertura vacinal alta, porque é o que nós chamamos de imunidade coletiva, proteção de rebanho.







