Quando uma criança recebe diagnóstico de câncer, a casa inteira vira do avesso. Internações, exames e sessões de quimioterapia passam a ditar o calendário da família, e a lista de prioridades é reescrita do zero. Neste Dia dos Pais, dois homens acompanhados pelo projeto TUCCA contam o que aprenderam no meio desse processo.
Eliton Júnior, de 26 anos, dirige por aplicativo. A rotina dele virou de cabeça para baixo quando a filha, de 2 anos, foi diagnosticada com um tumor raro no fígado. Ele passou a dividir o dia entre as corridas que pagam as contas e as idas diárias ao hospital. Depois de cirurgia e de sessões de quimioterapia, a menina está em acompanhamento.
Foi com ela que aprendi a ser mais resistente e a dar outro significado a cada instante ao lado dela
Pai solo de cinco filhos, Carlos Lopes, de 39 anos, viveu situação parecida. Ele correu atrás de um diagnóstico para o filho, de 11 anos, e a resposta veio na forma de um tumor cerebral. O tratamento deu certo, o tumor acabou e o menino foi curado. No caminho, o próprio pai mudou de comportamento.
Eu era muito fechado e focado no trabalho.
Onde buscar diagnóstico e tratamento pelo SUS
A TUCCA trabalha em parceria com o Sistema Único de Saúde dentro do Hospital Santa Marcelina Saúde, que fica na zona leste da capital paulista. O atendimento é gratuito e de alta complexidade, voltado a crianças e adolescentes da capital e da região metropolitana de São Paulo. Quem quiser saber mais sobre a instituição encontra detalhes no site tucca.org.br.
Procurar ajuda cedo faz diferença direta no desfecho. Presidente da TUCCA, o oncologista pediátrico Sidnei Epelman resume: tumores infantis crescem rápido, mas têm altas chances de cura quando o tratamento começa a tempo e de forma adequada.
O especialista faz uma ressalva importante. Identificar a doença cedo não basta: é preciso chegar rápido a um centro médico especializado, com exames de alta complexidade disponíveis — o gargalo que costuma atrasar o início do tratamento.
O peso dos números
Entre crianças e adolescentes no Brasil, nenhuma doença não acidental mata mais do que o câncer infantojuvenil. A estimativa oficial é de 7.560 novos casos a cada ano no país. Sinal persistente e sem explicação clara em uma criança pede avaliação médica sem espera.







