Um levantamento nacional divulgado nesta terça-feira (20) traz um alerta importante sobre a baixa adesão à vacinação entre gestantes e puérperas, situação que coloca mães e bebês em risco de complicações graves de saúde. O cenário foi destacado por uma reportagem especializada que concorre a uma premiação na área da saúde e traz dados preocupantes obtidos junto ao Ministério da Saúde.

O que aconteceu

De acordo com os dados reunidos, apenas 55% das grávidas se vacinaram contra a covid-19 e 63% receberam o imunizante contra o influenza, vírus causador da gripe, no período analisado. As informações apontam ainda que pelo menos 286 gestantes ou puérperas desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) após a infecção por algum subtipo do vírus Influenza, entre 2023 e o início de agosto de 2026. Desse total, 25 mulheres morreram, sendo sete óbitos registrados apenas neste ano.

A profissional responsável pelo trabalho jornalístico ressalta que a vacinação é uma ferramenta essencial e segura para evitar perdas que poderiam ser prevenidas. A análise destaca que a hesitação e o negacionismo em relação aos imunizantes continuam reverberando na sociedade, resultando em adoecimentos e mortes evitáveis entre o público materno-infantil.

As vacinas revolucionaram a história da humanidade e o programa de imunizações do Brasil é uma força reconhecida mundialmente. Infelizmente, o negacionismo da pandemia ainda reverbera, causando adoecimentos e mortes, inclusive entre gestantes e bebês

Como se proteger

Especialistas e autoridades sanitárias reforçam que a imunização durante a gravidez é um ato duplo de proteção, blindando tanto a mãe quanto o bebê contra formas graves de doenças respiratórias. A recomendação é para que todas as gestantes procurem os postos de saúde para verificar a caderneta de vacinação e receber os imunizantes recomendados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) de forma segura.