o mercado nacional de previdência privada registra quedas consecutivas na captação de recursos desde a introdução da cobrança de 5% de imposto sobre operações financeiras para aportes expressivos na modalidade vida gerador de benefício livre. o cenário reflete a cautela dos investidores diante das regras tributárias aplicadas aos planos de longo prazo em todo o país.

o que aconteceu

dados divulgados pela federação nacional de previdência privada e vida apontam que os produtos de previdência enfrentam redução contínua desde maio de 2025, período que marcou o início da incidência do tributo sobre valores superiores a r$ 300 mil por cpf no vgbl. mesmo com a elevação do piso para r$ 600 mil em aportes anuais, a retração persistiu no setor, que concentra a maior parte dos recursos da categoria.

entre janeiro e julho de 2026, a queda na captação líquida atingiu 36,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. frente a 2024, quando o segmento ainda não sofria a tributação, a diminuição chega a 80%. o impacto também alcançou faixas inferiores que são isentas da taxação, influenciadas pelo clima de incerteza regulatória.

mesmo para a faixa inferior a r$ 600 mil, que é isenta de cobrança, houve redução média de 15%. a insegurança regulatória gerada pela medida afetou a percepção geral sobre o produto

com a previsão de encerramento da cobrança do imposto prevista para 2027, o mercado aguarda a retomada da confiança dos investidores. enquanto isso, operadoras do setor redirecionam o foco para o plano gerador de benefício livre, modalidade que permite deduções na base de cálculo do imposto de renda, registrando expansão na arrecadação em diversas instituições financeiras e seguradoras.