Quem anda de carro por aí já deve ter percebido o alívio na hora de encher o tanque. Pelo terceiro mês consecutivo, os valores médios dos combustíveis registraram baixa no território nacional, conforme aponta um estudo recente divulgado pela empresa de soluções de mobilidade ValeCard. O levantamento reuniu dados de transações realizadas entre os dias 1º e 26 de agosto em uma rede com mais de 25 mil postos credenciados espalhados pelo Brasil.
Etanol lidera as reduções nas bombas
O biocombustível seguiu puxando a fila dos recuos durante o mês de agosto, apresentando uma retração de 2,06% em comparação com o mês anterior. Desde o mês de maio, o item já acumula uma baixa expressiva de 7,45% nos estabelecimentos brasileiros. Enquanto isso, a gasolina apresentou uma queda mais modesta, de 0,68% no período, e o diesel S-10 teve redução de 0,51%.
No balanço geral dos preços médios nacionais praticados em agosto, a gasolina ficou cotada a R$ 6,77 por litro, o que representa um abrandamento de R$ 0,04 por litro em relação a julho. O etanol fechou o mês a R$ 0,09 mais barato por litro, atingindo a média de R$ 4,27. Já o diesel S-10 registrou preço médio de R$ 7,15 por litro, com diminuição de R$ 0,03 por litro frente ao mês antecedente.
Estado paulista tem o combustível vegetal mais em conta
A colheita farta da cana-de-açúcar e a expansão na oferta do produto ajudaram a baratear o etanol em 25 estados brasileiros. Dentre eles, o território paulista se destacou ao apresentar o menor preço médio de todo o país para o biocombustível em agosto, comercializado a R$ 3,865 por litro. Os motoristas locais também contaram com uma retração de 0,88% na gasolina, cuja média no estado ficou em R$ 6,558.
Com esse cenário de retração, o etanol ficou ainda mais competitivo para quem possui automóvel com motorização flex. Considerando o cálculo tradicional de eficiência — onde o preço do etanol precisa equivaler a até 70% do valor da gasolina para compensar o abastecimento —, o derivado da cana já se mostra mais vantajoso em 17 estados. No solo paulista, essa relação fechou o mês passado em 59%, garantindo economia extra para o consumidor.
O que explica o recuo prolongado
Especialistas da empresa responsável pelo monitoramento apontam que o movimento de baixa contínua nos postos é sustentado por uma combinação de fatores. Entre eles estão a dinâmica própria de oferta, a política de tributação, os custos operacionais de distribuição e a manutenção temporária de auxílios governamentais voltados à gasolina, mecanismos que têm funcionado como barreiras contra novas escaladas inflacionárias no setor.







