O planejamento energético brasileiro recebeu uma nova rodada de números. O Operador Nacional do Sistema Elétrico, em conjunto com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e a Empresa de Pesquisa Energética, publicou a segunda Revisão Quadrimestral das previsões de carga que vão guiar a operação do Sistema Interligado Nacional entre 2026 e 2030.
Crescimento contínuo até o final da década
Para todo o período analisado, o avanço médio anual da carga e do consumo esperado é de 4,5%. Isolando o ano de 2026, a alta projetada para a carga global é de 4,1%, o que deve atingir a marca de 84.989 MW médios. Olhando mais à frente, a expectativa aponta que o sistema precisará dar conta de 101.947 MW médios até 2030.
Esses cálculos levam em conta variáveis modernas do mercado, como a expansão dos data centers e a forte inserção da micro e minigeração distribuída. Além disso, o planejamento para 2026 e 2027 incluiu os reflexos do fenômeno El Niño sobre o perfil de consumo da população e da economia.
Fatores econômicos e geopolíticos no radar
Em relação à primeira edição do plano, a média anual das expectativas ganhou um acréscimo de 1.735 MW médios, representando uma variação de 1,9%. O cenário macroeconômico também sofreu ajustes: a projeção de crescimento do PIB em 2026 passou de 2,0% para 2,1%.
Por outro lado, o ano de 2027 teve a perspectiva econômica reduzida de 2,4% para 2,0%. A explicação passa pela freada no ciclo de queda de juros e pelas tensões geopolíticas envolvendo o conflito no Oriente Médio, conforme detalhado pelo ONS.
Para o horizonte de 2028 a 2030, foram mantidas as projeções anteriores, cenário que pode ser alterado em caso de acirramento de conflitos geopolíticos, incertezas na política fiscal e monetária, além dos impactos das mudanças climáticas






