Motoristas que transitam pelas principais rodovias de ligação entre a região metropolitana de São Paulo e outros grandes centros do país devem observar mudanças na paisagem viária nos próximos meses. Três companhias anunciaram a união de operações para explorar o mercado de anúncios comerciais em estradas de alto tráfego, abrangendo eixos rodoviários fundamentais para o deslocamento regional e interestadual.
O que aconteceu
Na última terça-feira (29), as empresas Eletromidia, Motiva e Ecorodovias formalizaram a criação de uma nova corporação voltada exclusivamente para a instalação, operação e comercialização de estruturas publicitárias, tanto em formato digital quanto estático. A iniciativa inicial contempla um conjunto de 12 rodovias de grande relevância logística e econômica, por onde circulam diariamente mais de 4 milhões de veículos.
Entre as vias mapeadas para receber os novos pontos de comunicação visual estão conexões rodoviárias vitais para o escoamento de cargas e tráfego de passageiros, a exemplo da via Dutra, da Fernão Dias, do sistema Anhanguera-Bandeirantes, do sistema Anchieta-Imigrantes, da rodovia Castello Branco, da rodovia Ayrton Senna, do Rodoanel Oeste, além de trechos que ligam o território paulista a cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas e Santos.
A meta estabelecida pelo novo grupo empresarial é a implementação de mais de 200 locais de publicidade até o término de 2027. Na divisão acionária pactuada, a Eletromidia deterá a fatia majoritária de 51% do capital, enquanto a Motiva e a Ecorodovias ficarão com 24,5% de participação para cada uma.
O projeto foi estruturado aproveitando as diretrizes de um movimento regulatório implementado pelo estado de São Paulo no decorrer de 2025 para a veiculação de anúncios em rodovias concedidas. A nova empresa foi concebida sob um modelo de plataforma aberta, o que viabiliza a inclusão de novas concessões rodoviárias e parcerias estratégicas futuras. Contudo, a efetivação e a conclusão de todo o negócio permanecem condicionadas ao crivo e à aprovação dos órgãos reguladores e de defesa da concorrência, etapa que tem expectativa de desfecho até o final deste ano.







