O cenário global da infectologia em 2026 traz um panorama de alerta sobre doenças antigas que retornam, infecções modificadas pela ciência e o aumento de microrganismos resistentes a medicamentos. A especialidade médica lida constantemente com a necessidade de revisar protocolos e responder a cenários de risco que afetam a população mundial.

O que aconteceu

No caso do HIV, embora a vacina ainda não exista desde o surgimento do AZT nos anos 1980, o tratamento avançou de forma significativa. Atualmente, o foco é o diagnóstico e o alcance de carga viral indetectável, condição que impede a transmissão sexual do vírus, além do uso de estratégias preventivas como PrEP e PEP. Globalmente, cerca de 30,8 milhões de pessoas estão em tratamento entre os aproximadamente 40 milhões que convivem com o vírus, enquanto 9,2 milhões ainda não possuem acesso. A meta da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Unaids, de eliminar a Aids como ameaça à saúde pública até 2030 não deverá ser cumprida.

O histórico de epidemias, desde a antiguidade até surtos mais próximos como a meningite na década de 1970 e a febre amarela, demonstra o impacto contínuo das doenças infecciosas. Atualmente, a dengue voltou a crescer com intensidade, o sarampo reaparece diante da queda na cobertura vacinal, e a Covid-19 permanece em circulação. Outro ponto crítico é a resistência antimicrobiana, que pode causar até 10 milhões de mortes anuais até 2050 em escala global.

O que fazer

Para enfrentar essas ameaças, a área da saúde busca ampliar a vigilância, a prevenção e a capacidade de resposta em tempo hábil. A tecnologia e a inteligência artificial passam a integrar a rotina médica para analisar exames e antecipar riscos, sem substituir o julgamento clínico. A cooperação internacional, o fortalecimento de redes de vigilância, o investimento em pesquisa e a manutenção da vacinação como um bem social são apontados como medidas fundamentais para a segurança coletiva e a construção de uma sociedade mais resiliente.