O pleito de outubro de 2026 se aproxima e os eleitores brasileiros vão às urnas para definir os ocupantes dos cargos máximos do Poder Executivo no âmbito federal e estadual. Saber exatamente o que fazem o presidente, o vice-presidente, os governadores e os vices é o mínimo que se espera de quem quer votar sem perder o rumo. Afinal, são essas figuras que dão as cartas e direcionam os rumos do país e dos estados pelos quatro anos seguintes.
O peso da cadeira presidencial
Conforme a Constituição Federal, o presidente da República acumula os postos de chefe de Estado e de governo. Na prática, isso significa que ele é o rosto do Brasil tanto nas negociações diplomáticas internacionais quanto na batuta da administração pública federal. Entre suas obrigações diárias estão executar as leis aprovadas pelo Congresso Nacional, criar políticas públicas para todo o território nacional, além de dar a palavra final — vetando ou sancionando — em projetos de lei vindos do Legislativo.
A lista de tarefas ainda inclui o envio de propostas orçamentárias, a edição de medidas provisórias e a indicação dos ministros de Estado que comandam as pastas da Esplanada. Como se não bastasse, o titular do cargo é o comandante supremo das Forças Armadas. O mandato tem duração exata de quatro anos, com direito a tentar uma única reeleição consecutiva. Para faturar a disputa logo no primeiro turno, o candidato precisa cravar a maioria absoluta dos votos válidos; caso contrário, a briga vai para o segundo turno entre os dois mais votados.
Para que serve o vice-presidente
Eleito na mesma chapa do cabeça de chapa, o vice-presidente tem como missão primordial cobrir o titular em viagens oficiais ou afastamentos temporários, além de assumir de vez a cadeira caso ocorra alguma vacância definitiva. Fora essa função de estepe institucional, ele pode ser acionado para missões especiais, articulações políticas ou tarefas delegadas diretamente pelo chefe do Executivo.
O comando nos estados
Desceu para o plano estadual, a bronca fica com os governadores. Eles gerenciam as unidades federativas, aplicando o orçamento do estado e tocando setores vitais como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e transporte. O governador também envia propostas de leis para as assembleias legislativas, nomeia e demite secretários estaduais e tem autoridade direta sobre as polícias Civil e Militar.
Assim como ocorre no governo federal, o mandato dura quatro anos e permite uma única reeleição consecutiva. A regra do primeiro turno com maioria absoluta ou a ida para o segundo turno também vale para as eleições estaduais.
O papel do vice-governador
Seguindo a mesma lógica federal, o vice-governador entra na chapa para ser o substituto imediato em casos de viagens, licenças, renúncias ou falecimento do titular. Tarefas específicas também podem ser delegadas a ele pelo governador, mantendo a engrenagem da administração estadual rodando sem maiores sobressaltos.






