Moradores de Guarulhos e tutores de animais de estimação contam com novas opções de estruturas voltadas ao lazer canino em espaços públicos e privados. A expansão de projetos de playgrounds exclusivos para cães tem ganhado espaço em diferentes regiões, impulsionada pelo crescimento de iniciativas voltadas ao bem-estar animal.

O que aconteceu

A iniciativa teve início a partir da observação de um frequentador de áreas de lazer em São Paulo, que identificou a oportunidade de criar circuitos mais elaborados para animais. A empresa responsável pelo desenvolvimento dos chamados PlayPets começou a operar há cerca de três anos e já contabiliza mais de 120 projetos entregues. Entre os primeiros pedidos recebidos na fase inicial de expansão municipal esteve uma demanda da prefeitura de Guarulhos para a instalação de três unidades.

O diferencial técnico dos equipamentos consiste na resistência estrutural para suportar o peso de crianças que acompanham os animais, além de circuitos desenhados com estações centrais, rampas, obstáculos de equilíbrio, pneus e túneis. Atualmente, a carteira de clientes inclui condomínios residenciais — como empreendimentos da Cyrela e da MRV —, creches, hotéis pet, pousadas e praças públicas. Os custos variam de aproximadamente R$ 7,9 mil até R$ 85 mil para instalações de maior porte em shoppings.

Com o aumento na procura originada de diferentes estados do país, o modelo de produção artesanal passou por adaptações para o formato industrial, utilizando máquinas CNC e produtos modulares enviados com manuais de instalação. A oferta foi dividida em três linhas: Fun, voltada ao envio facilitado para todo o país; Prime, destinada a condomínios e praças; e Signature, focada em grandes empreendimentos.

A fabricação utiliza um modelo híbrido que combina eucalipto autoclavado, com vida útil estimada entre 10 e 15 anos, e peças em madeira ecológica. Segundo dados divulgados pela empresa, o uso desses materiais evitou o descarte de cerca de 4 mil quilos de resíduos químicos e plástico reciclável, além de preservar dez árvores adultas. O faturamento saltou de aproximadamente R$ 750 mil para R$ 1,6 milhão entre os períodos recentes, registrando alta de cerca de 113%, com projeção de nova duplicação amparada na industrialização e na expansão nacional.