Um pacote de R$ 18,5 bilhões em crédito subsidiado foi anunciado pelo governo federal para socorrer exportadores e setores estratégicos afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos — medida com potencial de aquecer a economia em polos exportadores como Guarulhos.

É a terceira fase do Plano Brasil Soberano. O Tesouro Nacional contribui com R$ 13,5 bilhões, provenientes de sobras da primeira etapa do plano e de renegociações de dívidas rurais, sem impacto no resultado primário das contas públicas. O BNDES entra com os R$ 5 bilhões restantes.

Uso amplo dos recursos

As linhas alcançam não só quem foi diretamente afetado pelo aumento tarifário, mas também exportadores prejudicados por tensões geopolíticas, como a guerra entre Estados Unidos e Irã. O dinheiro pode virar capital de giro, compra de máquinas, investimentos produtivos, inovação e abertura de novos mercados, em setores que vão da agropecuária ao automotivo.

A Medida Provisória 1379/26 vale até 19 de setembro. Parlamentares têm até 10 de agosto para apresentar emendas; a partir de 5 de setembro, a MP entra em regime de urgência e passa a trancar a pauta do Congresso.