O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos valores pagos pelo programa Bolsa Família. Com a alteração, o valor mínimo garantido às famílias passa de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, elevando o benefício médio para R$ 777 em todo o país. Esta atualização representa o terceiro maior reajuste já registrado na série histórica do programa de transferência de renda.

O que aconteceu

A mudança anunciada altera também os demais componentes que formam a composição do benefício federal. O pagamento por integrante da família, conhecido como Benefício de Renda de Cidadania, será ampliado de R$ 142 para R$ 164. Da mesma forma, o adicional voltado para crianças pequenas terá acréscimo, subindo de R$ 150 para R$ 173. O valor destinado a gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes passará de R$ 50 para R$ 58.

O histórico do programa de transferência de renda nacional inclui momentos de reformulação ao longo de quase 23 anos de existência. Criado originalmente em outubro de 2003 por meio de medida provisória e consolidado em janeiro de 2004, o formato inicial contava com valores médios que variavam entre R$ 67 e R$ 72, sem um piso estabelecido na época. A unificação inicial reuniu iniciativas como Bolsa Escola, auxílio-gas e cadastramento unificado.

No final de 2021, o formato passou por uma alteração que instituiu um piso inicial de R$ 400 sob a denominação de Auxílio Brasil. Em agosto de 2022, uma emenda constitucional elevou essa base para R$ 600. No ano seguinte, o programa retomou oficialmente a nomenclatura original de Bolsa Família, mantendo a garantia do piso anterior e incorporando complementos automáticos sempre que a soma dos benefícios familiares ficasse abaixo do valor mínimo estabelecido pelo governo.