Os funcionários da Caixa Econômica Federal decidiram rejeitar a nova proposta apresentada pelo banco, mantendo a paralisação nacional que já completa 11 dias de impacto nas operações da instituição em todo o país.

O que aconteceu

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro havia orientado os sindicatos da categoria a aceitarem o acordo durante as assembleias realizadas nesta segunda-feira, entre 11h e 18h, mas a recomendação não foi acompanhada pela maioria dos trabalhadores.

A continuidade da greve afeta diretamente os serviços prestados à população, com destaque para as operações de financiamentos habitacionais, setor em que a instituição financeira atua como líder de mercado.

Entre os pontos da proposta recusada pelos funcionários estão as alterações nas regras referentes ao fim do limite de idade dos filhos para o uso de horas destinadas ao acompanhamento familiar. O banco também havia sugerido a flexibilização da jornada e da mobilidade de trabalho para empregados com deficiência.

Embora a instituição tenha proposto modificações no plano de saúde, estabelecendo a redução do teto anual de coparticipação para R$ 4,7 mil e o valor do pronto-socorro para R$ 120, o modelo de assistência médica permaneceu como um dos principais motivos para o impasse.

No âmbito geral das negociações salariais conduzidas pela Federação Nacional dos Bancos com trabalhadores do setor, a convenção coletiva determinou reajuste baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor, somado a um ganho real de 0,6%, totalizando 4,60%, índice que também se aplica aos benefícios.