Uma criança na região de North Country, no estado de Nova York, faleceu em decorrência do sarampo, marcando o primeiro óbito registrado no território estadual pela infecção viral em três décadas. O caso ocorreu no Condado de Lewis e foi confirmado por autoridades sanitárias, que apontam a queda nos índices de imunização infantil como o principal fator de risco para o retorno da doença.

O que aconteceu

O óbito acendeu um sinal vermelho para os órgãos de saúde pública diante do avanço significativo da doença. Apenas no Condado de Lewis foram contabilizados 15 diagnósticos neste ano. Em todo o território norte-americano, os registros de sarampo ultrapassaram 4.800 casos no período, superando amplamente os patamares anteriores. O estado de Nova York concentra pelo menos 178 ocorrências recentes, com maior incidência em regiões do interior e em comunidades com menor adesão aos programas de vacinação.

Especialistas reforçam que o sarampo é uma das enfermidades mais contagiosas e pode provocar complicações graves, como pneumonia e inflamações severas no cérebro, especialmente em bebês e crianças não imunizadas. A transmissão ocorre por meio de gotículas expelidas no ar quando uma pessoa infectada tosse ou espirra, podendo o vírus permanecer ativo em ambientes fechados.

O que fazer

Como medida preventiva fundamental, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças recomendam a aplicação da vacina tríplice viral, conhecida como MMR, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A primeira dose deve ser administrada quando a criança completar entre 12 e 15 meses de idade, seguida por uma segunda dose entre 4 e 6 anos, antes do ingresso na vida escolar.