As farmácias brasileiras já contam com uma nova alternativa farmacêutica voltada para o público adulto que enfrenta quadros de epilepsia refratária, ou seja, aquela que não cede com o uso das terapias convencionais. A substância recém-chegada ao mercado brasileiro é o Cenobamato, desenvolvido especificamente para o controle de crises focais em pacientes que esgotaram outras opções terapêuticas sem obter o resultado esperado.
Alívio para quem não respondia aos tratamentos tradicionais
Dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária indicam que aproximadamente 30% das pessoas diagnosticadas com a condição continuam sofrendo com episódios recorrentes, mesmo seguindo rigorosamente as prescrições médicas atuais. O aval regulatório da Anvisa ocorreu em março, e a comercialização nas drogarias foi liberada neste mês de agosto, após a conclusão do processo de definição de preços pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.
Com os medicamentos atuais, 70% dos pacientes têm suas crises controladas. Mas para os 30% que não respondem aos tratamentos normais, o Cenobamato traz a perspectiva de que um em cada cinco pacientes possa ficar totalmente livre dos episódios
Mecanismo de dupla ação no sistema nervoso
O grande apelo da nova medicação reside na sua capacidade de interromper os impulsos elétricos desregulados no cérebro por meio de duas frentes distintas de atuação. Nos estudos clínicos realizados com o produto, observou-se ainda que a administração diária do item permitiu, em certas situações, a diminuição ou a retirada completa de outros comprimidos que faziam parte da rotina do enfermo, mantendo a estabilidade apenas com a nova fórmula.
Especialistas ressaltam que o protocolo é indicado exclusivamente para maiores de idade diagnosticados com o perfil farmacorresistente, situação em que o indivíduo já utilizou pelo menos duas alternativas adequadas de forma contínua sem sucesso. Embora traga uma melhora substancial na segurança e no bem-estar diário, o recurso atua na supressão dos episódios, não representando a cura definitiva para o quadro clínico.







