Preparar a colinha eleitoral com antecedência parece óbvio, mas muita gente ainda chega à seção sem saber em quem vai votar ou qual é a sequência correta. Nas Eleições 2026, marcadas para o dia 4 de outubro (1º turno), mais de 158 milhões de eleitores no país — sendo 34 milhões apenas no estado de São Paulo — precisarão registrar seis votos em uma ordem bastante específica. A propaganda eleitoral teve início no domingo (16), dando o pontapé inicial para a divulgação de propostas e números.

A sequência exata e os dígitos de cada cargo

Para não perder tempo e evitar o risco de anular o voto por desatenção, vale decorar a ordem em que as telas vão aparecer na urna eletrônica. O processo começa com deputado federal (4 dígitos), seguido por deputado estadual (5 dígitos). Depois vêm as duas vagas para senador (3 dígitos cada), governador (2 dígitos) e, por fim, presidente da República (2 dígitos). Uma barra de progresso na parte superior da tela ajudará o eleitor a acompanhar quais etapas já foram concluídas.

Cuidado redobrado com as duas vagas para o Senado

A eleição para o Senado exige atenção extra porque reconduz dois terços da Casa, o equivalente a 54 das 81 cadeiras, devido ao mandato de oito anos. O eleitor precisa obrigatoriamente votar em dois candidatos diferentes para o cargo. Digitar o mesmo número duas vezes resulta na anulação automática do segundo voto. Além disso, só é permitido escolher nomes registrados no estado de São Paulo, já que votos para candidatos de outras unidades da Federação não serão computados.

Simulador e proibição de eletrônicos na cabina

Quem quiser treinar o procedimento antes da data oficial pode utilizar o simulador de votação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acessível por celular ou computador. Vale lembrar que a colinha eleitoral precisa ser feita exclusivamente em papel. O uso de celulares, câmeras e filmadoras segue terminantemente proibido dentro da cabina de votação, conforme o artigo 23 da Resolução TSE nº 23.759/2026. O aparelho só pode ser usado para apresentação do e-Título ou documentos digitais aos mesários, devendo ser deixado no local indicado antes de o eleitor votar.