O território brasileiro registrou uma diminuição de 9,2% nos índices de trabalho infantil entre os anos de 2024 e 2025, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mesmo com a retração estatística, o cenário nacional ainda contabiliza 1,5 milhão de crianças e adolescentes na faixa etária de 5 a 17 anos inseridos em atividades laborais irregulares.

O que aconteceu

Durante o ano de 2025, o levantamento contabilizou 1,499 milhão de menores em situação de trabalho infantil, o equivalente a 4% da população nessa faixa etária. No período anterior, em 2024, o montante era de 1,65 milhão, representando 4,3% dos jovens. A metodologia da pesquisa classifica como trabalho infantil qualquer ocupação econômica remunerada ou voltada para o autoconsumo exercida por menores de até 13 anos. No caso de adolescentes entre 14 e 17 anos, a infração ocorre quando a atividade não atende às normas legais permitidas.

Especialistas do órgão estatístico apontam que o recuo nos números decorre de uma combinação de fatores, incluindo a aplicação de políticas públicas, a manutenção do programa Bolsa Família e a movimentação do mercado de trabalho. A elevação na renda domiciliar per capita e nos ganhos oriundos do trabalho também integrou o conjunto de influências para a queda.

Os dados indicam ainda que a incidência de trabalho infantil cresce proporcionalmente à idade. Em 2025, a proporção foi de 1,1% entre crianças de 5 a 13 anos, saltando para 5,9% na faixa de 14 e 15 anos e atingindo 14,5% entre jovens de 16 e 17 anos. Quanto ao perfil de gênero, 65,4% dos afetados são do sexo masculino, enquanto as meninas representam 34,6% dos casos registrados no país.