A rede metroviária da capital paulista segue com pontos de suporte ativo voltados ao público feminino, fruto de uma parceria firmada com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. Os chamados Postos Avançados de Apoio à Mulher funcionam fisicamente nas dependências das estações Luz, pertencente à Linha 1-Azul, e Santa Cecília, na Linha 3-Vermelha.

Funcionamento e volume de acolhimentos

Quem precisa de ajuda encontra portas abertas de segunda a sexta-feira, sempre das 8h às 17h. O escopo do trabalho inclui escuta qualificada, direcionamento para redes de proteção e orientações focadas no combate aos abusos. Desde o primeiro mês de 2026, as estruturas contabilizaram cerca de 300 atendimentos prestados.

Ferramentas de alerta e encaminhamento

Entre os recursos utilizados nos locais está o Violentômetro, artefato visual criado para mensurar graus de agressão e facilitar o reconhecimento de atitudes abusivas que muitas vezes passam despercebidas no cotidiano. Após a triagem, os casos costumam ser encaminhados a órgãos de referência, a exemplo da Casa da Mulher Brasileira.

Marco temporário da legislação protetiva

A iniciativa ganha ainda mais peso durante as mobilizações do Agosto Lilás, período que coincide em 2026 com o aniversário de duas décadas da Lei Maria da Penha, instituída sob o número 11.340/06. A norma prevê salvaguardas cruciais, tais como o afastamento imediato do agressor do domicílio, restrições de aproximação, abrigamento provisório e inclusão de dependentes em programas oficiais de amparo.