Moradores de Guarulhos devem ficar atentos aos riscos sanitários que chegam do exterior pelo Aeroporto Internacional. Uma carga com 360 quilos de caquis frescos importados da Espanha foi interceptada após apresentar uma espécie de inseto exótico que não existe no Brasil, acendendo o alerta para a segurança dos setores agrícolas e de armazenamento.
O que aconteceu
A apreensão ocorreu no dia 19 de setembro, logo após a aterrissagem da aeronave que trazia os produtos. A fiscalização foi realizada por agentes da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), orgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Durante a inspeção de rotina nas cargas internacionais, os fiscais detectaram a presença da espécie Liposcelis decolor, inseto amplamente conhecido como psoque, corrodêncio ou psocídeo de produtos armazenados.
Conforme os dados divulgados pelo Ministério, esse tipo de organismo tem capacidade de se alojar em embalagens, remessas de mercadorias, resíduos vegetais e depósitos. A entrada e a proliferação descontrolada dessa praga no território nacional representam ameaças severas para as indústrias voltadas ao processamento de alimentos, atividades pós-colheita e, principalmente, para o setor de armazenamento de grãos.
Após a identificação do inseto ser atestada por meio de análises em laboratório credenciado, o Ministério determinou a execução imediata de um procedimento de fumigação utilizando brometo de metila na carga. Cumprida essa etapa de contenção emergencial, o lote de frutas passará por repatriação para o país de origem ou será totalmente descartado, seguindo estritamente os protocolos estabelecidos pela defesa agropecuária brasileira.
A operação de controle faz parte das diretrizes permanentes de segurança sanitária aplicadas no terminal aeroportuário guarulhense e em demais portos e fronteiras nacionais, com o objetivo principal de bloquear a introdução de pragas e doenças estrangeiras capazes de comprometer a economia e o meio ambiente do país.







