A revolta com a prestação de serviços de energia elétrica levou dezenas de moradores a fecharem completamente a rua Jamil João Zarif na noite desta quinta-feira (6). O ato foi motivado pela falta de fornecimento de eletricidade em diversas residências do bairro Malvinas, uma situação que já se estendia por nove dias consecutivos e gerou prejuízos expressivos para as famílias da região.
Prejuízos e revolta popular
Com cartazes e faixas, o grupo impediu o tráfego de veículos na via para chamar a atenção da concessionária responsável. Os manifestantes apontam que a ausência prolongada de luz causou a perda de mantimentos que precisavam de refrigeração, além de atrapalhar o descanso, os estudos e o trabalho remoto. A escuridão nas ruas durante a noite também aumentou a sensação de insegurança entre os moradores.
Estamos há nove dias vivendo no escuro. Perdemos comida, não conseguimos dormir direito e ninguém apresenta uma solução. Só queremos que a energia volte
O bloqueio gerou retenções significativas no trânsito local. Condutores que trafegavam pela via enfrentaram congestionamentos e precisaram desviar por rotas alternativas para fugir do ponto de interdição, que permaneceu ativo enquanto a população exigia uma resposta firme da empresa.
Posicionamento da concessionária
De acordo com os relatos da comunidade, várias tentativas de contato foram feitas com a EDP ao longo dos nove dias, mas o retorno prático demorou a acontecer. O grupo exigia prazos claros para a normalização da rede e garantias de que o problema não voltará a se repetir.
Em nota oficial enviada à imprensa, a EDP informou que enviou equipes técnicas até o endereço para executar os reparos necessários, garantindo que o fornecimento de energia foi restabelecido. A empresa justificou ainda que, nos últimos cinco dias, realizou três chamados na área com troca de equipamentos avariados, motivados pela presença de ligações clandestinas.





