Um levantamento divulgado nesta terça-feira (29) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico traz dados importantes sobre a situação da educação básica pública no país, exigindo atenção dos órgãos competentes para a qualidade do ensino oferecido aos estudantes.
O que aconteceu
O relatório Panorama da Educação 2026 da OCDE revelou que 9% dos professores que atuam na rede pública de ensino básico no Brasil não possuíam qualificação completa no período entre 2024 e 2025. O documento aponta que a admissão de profissionais sem a formação padrão ocorre de maneira frequente em decorrência da escassez de docentes.
A falta de professores é mais evidente em localidades específicas, como regiões remotas e vulneráveis, além de disciplinas voltadas à matemática e às ciências naturais. O estudo também mapeou que, entre 2015 e 2024, o contingente de docentes no país teve alta de 4%, ao mesmo tempo em que o volume de matrículas registrou queda de 7%. Para os próximos anos, a projeção indica uma retração de 3% no público infantil de 5 a 14 anos entre 2024 e 2033, fator que deve impactar a demanda futura por profissionais.
Outro dado destacado no levantamento refere-se à evasão de profissionais da área. No Brasil, 10,3% dos educadores devidamente qualificados deixaram a carreira no ano de 2022, motivados por aposentadorias ou desligamentos. Em comparação, a média de saída registrada nos países membros da OCDE foi de 6,4% no ano letivo de 2024 a 2025.
O que fazer
Como forma de enfrentar o cenário de déficit e buscar a valorização profissional, o Ministério da Educação implementou medidas como o programa Mais Professores para o Brasil. Adicionalmente, a iniciativa Pé-de-Meia Licenciaturas registrou um acréscimo de 106% nas matrículas de alunos com alto desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio em cursos voltados à formação de professores no período de 2024 a 2026.







