O estado de São Paulo atingiu a marca de 30 confirmações para sarampo nesta quarta-feira (9), após a Secretaria de Estado da Saúde registrar mais dois diagnósticos positivos na capital paulista. Os registros mais recentes envolvem crianças menores de dois anos de idade. Com os novos dados divulgados pela pasta estadual, o panorama geral da doença no território paulista passa a somar 27 ocorrências apenas na cidade de São Paulo, além de duas registradas em São Bernardo do Campo e uma unidade confirmada em Guarulhos.
Falha na imunização e histórico de transmissão
O levantamento oficial demonstra que a negligência com a caderneta de vacinação segue abrindo brechas para a circulação do vírus. Do total de ocorrências contabilizadas até o momento, 22 pacientes não possuíam qualquer registro de imunização contra o sarampo ou apresentavam um esquema vacinal incompleto. Os dois casos mais recentes estão diretamente vinculados a cadeias de transmissão que já vêm sendo monitoradas de perto pelas equipes de vigilância epidemiológica do estado e dos municípios.
Ao todo, o estado catalogou quatro cadeias de transmissão distintas ao longo deste ano. A primeira delas teve início entre março e março e abril, associada a episódios importados da doença, sendo oficialmente encerrada após um período de 12 semanas sem o surgimento de novos registros. Em contrapartida, as demais frentes de contágio identificadas nos meses de junho, julho e agosto continuam sob observação rigorosa das autoridades sanitárias. O trabalho de campo envolve a investigação detalhada de cada diagnóstico, o rastreamento e monitoramento de pessoas que tiveram contato com os infectados, além da aplicação de medidas de controle e bloqueio vacinal.
Quem deve buscar a vacinação nas unidades de saúde
Embora as grandes campanhas direcionadas tenham sido encerradas, as doses continuam disponíveis de forma rotineira nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Cada faixa etária possui diretrizes específicas para garantir a proteção adequada contra o vírus:
Dose zero para bebês: a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral permanece obrigatória para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
Bebês de 12 meses: devem receber a primeira dose rotineira da vacina contra o sarampo.
Bebês de 15 meses: período destinado à aplicação da segunda dose do imunizante.
Pessoas de 15 meses a 29 anos: é exigido o registro de duas doses da vacina, respeitando um intervalo mínimo de 30 dias entre as aplicações.
Pessoas de 30 a 59 anos: precisam apresentar ao menos uma dose registrada na caderneta de vacinação.
Trabalhadores da saúde: a regra determina a comprovação de duas doses, independentemente da faixa etária do profissional.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça ainda que a dose zero pode ser recomendada para crianças que tenham mantido contato próximo com pessoas suspeitas ou confirmadas com a doença, mediante avaliação direta das equipes de vigilância. Vale destacar que essa aplicação precoce não substitui o calendário regular: mesmo imunizada antes de completar 1 ano, a criança precisará receber a primeira dose oficial aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.






