A Prefeitura de Guarulhos deu início às iniciativas do Setembro Amarelo de 2024 com o lema Tem silêncio que é um pedido de ajuda. A proposta é escancarar a necessidade urgente de atenção à saúde mental, alertando que alterações repentinas de comportamento e o isolamento costumam ser sinais claros de sofrimento psicológico que exigem intervenção imediata da rede de apoio.
Atividades e a Rede de Atenção Psicossocial
Por meio da Secretaria da Saúde, a administração municipal preparou uma série de ações programadas para o mês inteiro. As unidades de atendimento contam com materiais educativos e divulgação massiva da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), garantindo que a prevenção e o suporte terapêutico não fiquem restritos apenas a este período, mas permaneçam acessíveis ao longo de todos os meses do ano.
Como funcionam os atendimentos nos CAPS
A estrutura da RAPS no município engloba os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), voltados para cidadãos que enfrentam transtornos mentais graves. O suporte é prestado por equipes multiprofissionais e abrange consultas individuais, terapias em grupo e dinâmicas focadas na recuperação da autonomia e no fortalecimento das relações sociais dos pacientes.
O sistema local conta com diferentes tipologias de unidades espalhadas pelas regiões. Há locais exclusivos para o público adulto — com destaque para o CAPS III, que opera 24 horas na zona do Pimentas/Cumbica —, além de estruturas voltadas para o tratamento contínuo de dependentes de álcool e entorpecentes, e também postos especializados no público infantojuvenil.
Trabalho, renda e canais de emergência
O cuidado vai além do ambiente clínico, apostando na reintegração social. Um exemplo disso é o Projeto Tear, que há 23 anos promove inclusão por meio de frentes de trabalho, geração de renda e oficinas de economia solidária em solo guarulhense.
Quem estiver passando por momentos de crise emocional pode buscar suporte inicial nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou diretamente nos CAPS. Em situações de urgência, a recomendação é recorrer a uma Unidade de Pares (UPA), pronto-socorro ou acionar o Samu através do telefone 192. O Centro de Valorização da Vida (CVV) também presta atendimento sigiloso e sem custo, pelo número 188, funcionando ininterruptamente.







