O Conselho Curador do FGTS bateu o martelo e aprovou um aporte extra de R$ 500 milhões nos subsídios do programa Minha Casa, Minha Vida. Com a mudança anunciada em agosto, a verba total destinada exclusivamente aos subsídios em 2026 salta para R$ 13 bilhões, superando a projeção anterior de R$ 12,5 bilhões. A medida foi desenhada para dar fôlego ao acesso à casa própria, com foco nas famílias de menor renda em Guarulhos e em toda a Região Metropolitana de São Paulo.
Mais dinheiro para as faixas de menor renda
O reforço financeiro é um alívio para quem tenta sair do aluguel. Os subsídios funcionam como um desconto direto na compra de imóveis voltados às faixas 1 e 2 do programa habitacional federal. Na prática, isso significa que núcleos familiares com renda mensal de até R$ 5 mil conseguem negociar moradias com condições muito mais vantajosas. O melhor de tudo é que essa verba não precisa ser devolvida ao fundo, configurando um auxílio real e definitivo para o comprador.
A decisão de inflar o orçamento veio acompanhada de justificativas técnicas da pasta responsável. Johnny Ferreira dos Santos, coordenador-geral de Gestão do FGTS do Ministério das Cidades, pontuou que o novo patamar valida a projeção de empregar R$ 12,6 bilhões de fato, criando uma gordura de segurança indispensável para a engrenagem funcionar sem trancos.
Na execução do exercício, é importante manter uma folga mínima
Impacto direto na carência habitacional de Guarulhos
Para uma cidade do porte de Guarulhos, a segunda maior economia do estado, a escassez de moradias populares é um problema crônico que afeta milhares de moradores. A injeção de mais recursos federais chega em boa hora para tentar mitigar esse déficit histórico, viabilizando a construção de novas unidades residenciais e aquecendo o setor na Grande São Paulo. Enquanto o destino do dinheiro para 2026 já está garantido, o planejamento de longo prazo para o período entre 2027 e 2029 ficou para uma nova reunião do conselho, marcada para o final de outubro.
Vale destacar que a bonificação extra ficou restrita ao programa de habitação popular, enquanto os demais repasses do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço continuam intocados. O planejamento mantém intactos R$ 144,5 bilhões para a habitação em geral, além de fatias de R$ 8 bilhões para obras de saneamento, R$ 8 bilhões para infraestrutura urbana e outros R$ 8,5 bilhões direcionados à área da saúde.







