O tabuleiro da corrida presidencial sofreu uma reviravolta nesta quinta-feira, dia 20 de março de 2026, com reflexos diretos para o eleitorado de Guarulhos, reconhecido como o segundo maior colégio eleitoral do estado de São Paulo. Por unanimidade, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral impuseram barreiras à campanha de Pablo Marçal, ligado ao PRTB.

Entenda a decisão da Corte

Com a medida cautelar, o empresário fica impedido de marcar presença nos debates entre os presidenciáveis, além de perder o direito ao fundo eleitoral e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão. As restrições seguem ativas até que o plenário da Corte julgue em definitivo a impugnação apresentada pela Procuradoria-Geral Eleitoral.

O problema com a filiação partidária

O principal motivo para a sanção emergencial foi a ausência de provas sobre a regularidade na troca de partido dentro da janela eleitoral, cujo prazo final ocorreu em 4 de abril de 2026. Registros da Justiça Eleitoral mostram que o político constava como filiado ao União Brasil até 6 de março. A relatora do caso, ministra Estela Aranha, pontuou que o candidato continuava se apresentando publicamente como integrante da antiga legenda após a data limite.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, junto ao vice-presidente, André Mendonça, votaram pelo caráter de urgência para impedir o gasto de verbas públicas em uma postulação que carrega graves questionamentos jurídicos. Vale lembrar que o nome em questão já acumula uma condenação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo que resultou em inelegibilidade por oito anos, fruto de irregularidades na disputa pela Prefeitura da capital em 2024.

Cenário na metrópole guarulhense

Para a nossa cidade, a reviravolta modifica o ritmo da disputa pela Presidência da República. Sendo um polo econômico fortíssimo, o município demanda debates profundos e planos viáveis. Sem o alcance do horário eleitoral gratuito e dos palcos de debates, a campanha perde tração na nossa metrópole, restando aguardar o desfecho do processo na Justiça Eleitoral para saber se a candidatura sobreviverá ou se o veto será definitivo até 2032.