Termina nesta semana o calendário do abono salarial de 2026. O último lote começa a cair nas contas nesta segunda-feira (17) e contempla quem nasceu em novembro e dezembro. Ao todo, são R$ 5,2 bilhões liberados para cerca de 4,1 milhões de beneficiários.

Para entrar nessa rodada, era preciso ter carteira assinada em 2024 com salário de até R$ 2.766 por mês. O depósito não é fixo: vai de R$ 136 a R$ 1.621, segundo a quantidade de meses trabalhados no ano-base. E quem não sacar agora não perde o dinheiro. A data-limite para retirada é 30 de dezembro de 2026.

Como o lote está dividido

São dois grupos e dois bancos. Do lado privado, 3.652.648 trabalhadores com inscrição no PIS recebem pela Caixa Econômica Federal. Do lado público, 471.948 servidores vinculados ao Pasep são pagos pelo Banco do Brasil.

Os requisitos

A lista é fechada. O trabalhador precisa somar no mínimo cinco anos de inscrição no PIS/Pasep e ter 30 dias de carteira assinada em 2024, consecutivos ou não. A remuneração média mensal no ano-base não pode passar de R$ 2.766. Um detalhe costuma travar o pagamento: os dados precisam ter sido informados corretamente pelo empregador no eSocial.

A Lei nº 7.998/1990 criou o benefício, custeado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O teto é um salário mínimo, e o cálculo respeita a proporção: quanto mais meses de trabalho no ano-base, maior o valor.

Como o dinheiro chega

No PIS, a Caixa deposita com prioridade em conta corrente, poupança ou Conta Digital. O crédito também pode cair em poupança social digital, aquela movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Sem conta bancária, o saque pode ser feito em casas lotéricas, terminais de autoatendimento, correspondentes Caixa Aqui e nas próprias agências do banco.

No Pasep, o Banco do Brasil também prefere o crédito em conta. Quem não é correntista pode receber por TED, por Pix ou presencialmente nas agências. Esse último caminho vale para quem não tem chave Pix cadastrada.

Onde consultar

Valor, data de pagamento e situação de habilitação aparecem na Carteira de Trabalho Digital e no portal Gov.br. Há ainda o telefone 158, canal do Ministério do Trabalho e Emprego.