O avanço acelerado da inteligência artificial nas rotinas corporativas traz novos pontos de atenção para a gestão de recursos e o controle de fornecedores em toda a cadeia de valor. A discussão envolve desde o consumo de energia e água em grandes centrais de dados até as condições de trabalho envolvidas na preparação de dados para alimentar os sistemas.
O que aconteceu
Estudos e análises recentes apontam que a expansão da infraestrutura digital gera pressões significativas sobre redes de energia e recursos naturais. Um levantamento internacional sobre o setor apontou demandas expressivas por conexões elétricas voltadas a novas estruturas tecnológicas. No estado de São Paulo, órgãos de pesquisa energética já projetam investimentos avultados em obras de transmissão para atender à nova demanda, custos que acabam refletidos nas tarifas pagas pelos consumidores.
Apesar do crescimento do uso corporativo, os principais padrões globais de certificação de sustentabilidade e relatórios de transparência ainda tratam o tema de forma periférica. Grande parte das diretrizes atuais foca nas operações diretas das companhias, sem indicadores obrigatórios detalhados sobre o impacto ambiental de data centers ou as condições de trabalho em etapas terceirizadas da preparação de algoritmos.
O que fazer
Especialistas recomendam que as organizações adotem critérios rigorosos de governança antes de implementar novas ferramentas tecnológicas. Entre as recomendações estão verificar a origem da energia utilizada para sustentar o processamento de dados e exigir transparência sobre as condições de trabalho e a cadeia de fornecedores envolvida no desenvolvimento dos modelos, equiparando o rigor digital ao que já é aplicado a insumos físicos.







