Estudantes que se preparam para o Exame Nacional do Ensino Medio (Enem) devem enfrentar alteracoes significativas na estrutura da prova a partir de 2028. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep) esta discutindo a implementacao de novas matrizes de referencia, a adaptacao a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), modificacoes na organizacao das questoes e uma revisao completa no modelo de redacao.
O que aconteceu
As mudancas foram debatidas em Brasilia durante uma reuniao entre o Inep e educadores de diferentes regioes do pais. Uma das principais propostas em analise e substituir a atual redacao unica — um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas — pela distribuicao de tarefas de escrita com tamanhos e generos variados ao longo da avaliacao. Entre as possibilidades discutidas estao textos de 20, 10 e 5 linhas integrados as areas de Linguagens, Ciencias Humanas, Ciencias da Natureza e Matematica, exigindo generos como cartas de reclamacao, artigos de opiniao, editoriais, manifestos, discursos publicos e resenhas criticas.
A reformulacao faz parte de um plano mais amplo para adequar o exame ao ensino medio. O Inep pretende padronizar as quatro grandes areas do conhecimento em quatro competencias cada, descritas por verbos de comando como identificar, analisar e avaliar. Alem disso, o orgao discute ampliar o uso dos chamados testlets, que sao blocos de questoes baseados em um unico texto completo, evitando fragmentos e reduzindo o desgaste na leitura ao longo da prova.
Outra frente de discussao envolve a inclusao de competencias transversais em Matematica e Ciencias da Natureza, relacionadas a conhecimentos e manifestacoes de matrizes africanas e indígenas, alinhando-se as exigências curriculares da Educacao Basica.
Em nota oficial, o Inep ressaltou que ainda nao ha definicao sobre o formato definitivo. Os pontos especificos da reformulacao, que sera implementada gradualmente ate 2032, devem ser consolidados ate o fim do ano.







