O mercado imobiliário voltado para a logística enfrenta um cenário de forte escassez de espaço, com o estoque atual de condomínios logísticos suficiente para suprir a demanda de apenas seis meses. Há um ano, a reserva de áreas disponíveis era capaz de atender a doze meses de consumo, evidenciando o ritmo acelerado de ocupação e o desafio para novas operações que buscam espaço para crescimento.
O que aconteceu
Levantamento da Binswanger aponta que a taxa de vacância de condomínios logísticos encerrou o mês de setembro na mínima histórica de 4,9%, abaixo dos 5,4% registrados no trimestre anterior. Paralelamente, o preço médio pedido pelo metro quadrado atingiu o patamar recorde de R$ 35,15, frente aos R$ 29,34 do período precedente. No terceiro trimestre deste ano, o novo estoque entregue ao mercado somou 858 mil metros quadrados, o que representa alta de 45% sobre o trimestre anterior, mas uma retração de cerca de 4% na comparação anual.
A absorção bruta do período alcançou 1,5 milhão de metros quadrados, enquanto a líquida ficou em 1 milhão de metros quadrados. O avanço da demanda resultou em uma parcela pré-locada de 39% nos projetos em construção. Entre as principais movimentações do mercado, destacam-se grandes transações na região, incluindo 78 mil metros quadrados alugados no KSM Log Guarulhos e uma expansão de 48,3 mil metros quadrados no Parque Logístico Guarulhos II.
Os planos de expansão das empresas podem esbarrar na falta de galpões. Cada vez mais, a pré-locação de áreas é necessária para assegurar empreendimentos de qualidade nas localizações mais desejadas







