O cenário educacional brasileiro voltado às áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecidas pela sigla Stem, demanda atualizações constantes no preparo dos educadores, além de melhorias estruturais nas redes de ensino. A constatação faz parte do Panorama da Educação Stem no Brasil, levantamento que avaliou os desafios e os pontos de atenção para o desenvolvimento dessas disciplinas no país.

O que aconteceu

De acordo com os dados apresentados na pesquisa, a rotina de atualização dos professores precisa ser integrada diretamente à jornada de trabalho, deixando de ser tratada como atividade esporádica. A coordenação do estudo enfatiza que a modalidade de ensino a distância não deve ser a única alternativa, sendo indispensável a realização de encontros presenciais para o aperfeiçoamento pedagógico.

O levantamento também chama atenção para a disparidade na distribuição de recursos tecnológicos entre as diferentes regiões do território nacional. A ausência de suporte adequado acentua o abismo educacional, representando um obstáculo persistente para o acesso igualitário ao conhecimento.

Apesar dos desafios estruturais, o estudo mapeou iniciativas bem-sucedidas em seis capitais brasileiras. Em Manaus, atividades lúdicas com jogos de tabuleiro foram empregadas para introduzir noções de lógica de programação sem o uso obrigatório de eletrônicos. Belém registrou o desenvolvimento de óculos de realidade virtual acessíveis feitos com fibra de miriti. Já João Pessoa concentrou esforços na expansão da conectividade e melhorias na infraestrutura escolar.

Na capital paulista, a atuação de profissionais focados em tecnologia educacional serviu para multiplicar o alcance das diretrizes pedagógicas. Em Curitiba, a proposta foi integrada ao conceito de Cidade Educadora com a criação de espaços maker. Por fim, o Rio de Janeiro implementou unidades focadas em tecnologia que reconfiguraram o ambiente escolar por meio de propostas interdisciplinares.