A multinacional Hitachi Energy confirmou um aporte financeiro de R$ 385 milhões, o equivalente a US$ 77 milhões, voltado para o fortalecimento da infraestrutura elétrica no Brasil. O anúncio oficial foi feito nesta quinta-feira, 22, e prevê a criação de uma nova unidade fabril no interior paulista, além da ampliação das atividades industriais já existentes no município de Guarulhos.
A medida faz parte do planejamento estratégico da companhia para consolidar o país como um polo de fabricação e exportação de equipamentos voltados à transmissão de energia. Com este novo aporte, o volume total de investimentos aplicados pela empresa no território nacional desde 2024 ultrapassa a marca de R$ 1,8 bilhão.
O que aconteceu
O plano de expansão contempla a construção de uma nova fábrica em Pindamonhangaba, que ocupará uma área adicional de aproximadamente 9 mil metros quadrados dentro do complexo industrial em desenvolvimento. A previsão é de que esta unidade inicie suas operações em novembro de 2028, gerando 120 postos de trabalho diretos.
Paralelamente, a operação instalada em Guarulhos, que atualmente atua de forma limitada na produção de materiais isolantes, passará por uma expansão. O objetivo central é multiplicar por dez a capacidade atual de fabricação de buchas e comutadores, componentes essenciais para o funcionamento seguro e eficiente de transformadores de alta tensão.
As buchas possibilitam a condução segura da corrente elétrica entre distintas partes dos transformadores, enquanto os comutadores realizam o ajuste dos níveis de tensão. Com o aumento da produção local, a empresa pretende diminuir a dependência de peças importadas da Europa e da Ásia, tornando-se a única fabricante regional desses itens com capacidade de atendimento para o mercado interno e externo.
De acordo com a companhia, o cenário atual do setor elétrico brasileiro exige modernização urgente devido ao crescimento expressivo da geração de energia por fontes renováveis, como solar e eólica, que pressionam as redes de transmissão existentes e demandam novas conexões, inclusive para atender à futura instalação de centros de processamento de dados de alta demanda energética.







