A intenção do governo federal de taxar instrumentos de financiamento do agronegócio acende um alerta sobre o encarecimento do crédito rural no país. A proposta em estudo prevê a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras sobre aplicações atualmente isentas de Imposto de Renda.
O que aconteceu
Discussões recentes apontam que o Executivo avalia cobrar IOF sobre investimentos que hoje possuem alíquota zero, o que inclui Letras de Crédito do Agronegócio, Certificados de Recebíveis do Agronegócio, além de Letras de Crédito Imobiliário, Certificados de Recebíveis Imobiliários e debêntures incentivadas.
Especialistas ouvidos sobre o tema apontam que a medida pode encarecer ainda mais o financiamento da produção em um cenário de juros elevados. O analista Octaciano Neto avalia que o governo opta por caminhos que aumentam a tributação enquanto o custo do dinheiro permanece alto no país.
O governo está escolhendo os piores caminhos, aumentando a tributação. Quando coloca IOF, o financiamento fica mais caro.
A avaliação do setor produtivo é de que a alvação de taxas sobre essas fontes de recursos gera dificuldades adicionais para o custeio da safra, resultando em despesas maiores para o produtor rural e pressão inflacionária para o consumidor final.







