Uma parcela significativa da população brasileira tem a percepção de que a figura paterna perdeu espaço no cotidiano familiar. Dados recém-divulgados mostram que metade dos habitantes do país enxerga os pais de hoje menos dedicados à criação da prole em comparação aos homens de épocas anteriores.
Contraste entre valorização e presença real
Apesar da sensação de afastamento no dia a dia, o levantamento aponta que a relevância do pai segue em alta patamar. O levantamento indica que oito em cada dez cidadãos consideram o papel paterno como alto ou muito alto para o desenvolvimento dos filhos, escancarando um paradoxo entre o discurso de importância e a prática observada.
O material estatístico foi estruturado pelo Instituto Nexus, que ouviu 2.013 pessoas espalhadas por diversas regiões do território nacional para mapear o comportamento familiar contemporâneo.
A visão divergente entre gêneros
O levantamento também colocou luz sobre a diferença de opinião quando o assunto é dividido por gênero. Entre as mulheres consultadas, 56% cravam que os pais participam menos do que antigamente, enquanto apenas 31% avaliam que houve um aumento na presença paterna nos lares.
Os dados oficiais foram repassados pela Agência Brasil, servindo de base para debater a dinâmica familiar vigente e o impacto da rotina na educação e criação das crianças em solo nacional.







