A Universidade Guarulhos (UNG) promoveu uma série de atividades na noite da última quarta-feira (26) dentro da campanha Agosto Lilás, iniciativa voltada para a conscientização, prevenção e o combate às diversas formas de violência contra a mulher, seja no âmbito doméstico, familiar, institucional ou profissional. O evento reuniu docentes, alunos e especialistas de múltiplos setores acadêmicos.
Teatro e debate sobre crimes de gênero
Como parte da programação da Semana de Psicologia, ligas acadêmicas dos cursos de Direito, Pedagogia, Ciências Biológicas e Psicologia apresentaram a peça teatral intitulada "As marcas que ficam". A encenação retratou episódios marcantes de agressões no núcleo familiar. Logo após a exibição dramática, um painel de discussão foi liderado por uma autoridade policial e docente de Direito da instituição, que abordou os homicídios e feminicídios.
É muito triste assistir a cenas fortes como essas. São cenas que causam incômodo, mas são necessárias. Precisamos ficar atentos, porque são situações que podem estar acontecendo com pessoas próximas a nós, que fazem parte do nosso convívio familiar, social e profissional
Durante o debate, a palestrante enfatizou que a punição legal do autor da violência é apenas uma etapa do processo. Para ela, o aparato estatal precisa garantir suporte contínuo e acolhimento efetivo para quem sobrevive a esses episódios.
O ciclo de violência não acaba quando o homem vai para a cadeia. Muitas vezes, a mulher dependia financeiramente daquele agressor e não sabe o que será dela após a prisão dele. E o que o Estado pode fazer por essa vítima?
Autonomia e técnicas de autodefesa
A programação também abriu espaço para a prática corporal com uma aula voltada à Defesa Pessoal para Mulheres, organizada por liga acadêmica de Terapia Ocupacional e conduzida por uma atleta campeã brasileira de jiu-jitsu. O treinamento teve o propósito de fornecer ferramentas para situações de perigo, além de elevar a autoconfiança feminina.
Trazer uma aula de Defesa Pessoal dentro da Campanha Agosto Lilás, na Universidade Guarulhos, tiene um peso diferente de uma aula de autodefesa. Muitas mulheres crescem ouvindo que não têm força ou não conseguem se defender. E, durante a aula, mostramos que com a técnica certa, elas conseguem se proteger
Segundo a especialista responsável pela atividade, a procura por modalidades de luta tem crescido expressivamente entre o público feminino, refletindo a necessidade de preparo prático frente ao cenário de violência.
Capacitação para a rede de ensino
Encerrando o ciclo de iniciativas do mês de conscientização, a UNG recebeu professores da rede estadual vinculados à Diretoria de Ensino Guarulhos Sul para uma palestra sobre os aspectos jurídicos, sociais e psicológicos da violência de gênero. Coordenadoras dos cursos de Direito e Psicologia conduziram a capacitação, orientando os profissionais sobre identificação de sinais de abuso, amparo às vítimas, diretrizes legais e combate ao bullying escolar.







